24 de novembro de 2008

Será o fim deles?


Nessa sexta feira haverá aqui na Holanda um encontro com os prefeitos de cidades pertencentes à Associação das Prefeituras Holandesas (VNG sigla em holandês) para discutirem a política da venda de drogas consideradas leves (maconha e haxixe), nos coffeeshops do país.
Já a algum tempo, a venda de drogas nos coffeeshops vem gerando algumas discussões, principalmente nas cidades do sul, que fazem fronteira com outros países como Alemanha e Bélgica. Segundo a prefeitura dessas cidades, os belgas, alemães e franceses que cruzam a fronteira para comprar a droga, acabam causando sérios transtornos, como por exemplo, problemas no trânsito, agressões e sujeiras nas ruas. Segundo o Instituto para o Gerenciamento de Crises e Segurança, as cidades de Rosendaal e Bergen op Zoon por exemplo, recebem juntas, 25 mil turistas compradores de drogas por semana, o que soma 1,3 milhões por ano, e a maioria vem da Bélgica.

Ao contrário do que se pensa, a venda de drogas leves ou pesadas não é liberada aqui. O que há é uma tolerância das prefeituras de vendas de acordo com a quantidade estabelecida em lei. O Ministério da Saúde, Bem Estar e Esportes afirma que essa política de tolerância permite uma circulação aceitável e controlada das drogas, em proporções que não causam dependência - segundo os estudos realizados no país - , e impede, principalmente, o tráfico clandestino e máfias.

As regras para o plantio, produção e venda dessas drogas, são super específicas e controladas rigidamente pela polícia. Apesar de se chamarem coffeeshop, esses estabelecimentos não são casas para sentar e apreciar um bom café, mas sim para comprar e e usar essas drogas consideradas leves.

Como esse é um assunto que está sempre em discussão, volta e meia leio alguns artigos e pesquisas sobre o tema, e verifico que tanto as pesquisas nacionais como as internacionais, comprovam que os holandeses são os que menos consumem drogas na europa. É um fato, que os coffeshops são grandes pontos turísticos, onde se vê muito mais estrangeiros do que holandeses. Amsterdam, por exemplo, possui o maior número de coffeeshops: 100. Mas a prefeitura da cidade não pensa em acabar com esse comércio, e sim reduzir o número de pontos de venda para um melhor controle.

Já os prefeitos das cidades próximas a outros países, tomaram medidas mais drásticas, fechando recentemente pelo menos 8 coffeshops e baixando medidas restritivas, como a venda de apenas dois gramas de erva por cliente e a manutenção de até 300 gramas em estoque nos coffeeshops. As normas no país permitem 5 gramas para cada freguês e 500 gramas em estoque nos estabelecimentos.

Em breve veremos o resultado dessas novas medidas.

Boa semana à todos!

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